Como potencializar a independência e autonomia dos idosos

Publicado em 2017-05-10

O processo de envelhecimento não é um processo fácil. É inevitável que o corpo e a mente mudem à medida que os anos vão passados. As funções dos órgãos começam gradualmente a diminuir, assim como acontece com a força muscular, e até os neurónios começam a querer reformar-se. A perda de independência e autonomia dos idosos, tal como a solidão, podem ser uma realidade caso não se tomem medidas.

Portugal vive um tempo de envelhecimento populacional que não vai parar tão cedo. A falta de acompanhamento desta parte da população é um problema. Os idosos nem sempre podem contar com os filhos, aqueles que os têm, nem contratar um profissional de saúde.

Para que o envelhecimento seja o mais saudável possível é necessário que se incentivem certas tarefas que ajudem o idoso a manter-se activo.

 

1. Socializar

A socialização é dos factores mais importantes durante toda uma vida e a terceira idade não é diferente. Muitos idosos acabam por experienciar a solidão em fim de vida isso pode levar a problemas mais sério. A socialização ajuda a manter o cérebro activo e sem ela outras doenças, como a demência ou a depressão, podem aparecer.

Para combater a solidão é importante manter o idoso activo dentro de uma comunidade. Podem ser grupos de voluntariado ou até mesmo simples idas ao café. Actualmente já existem grupos de actividades presenciais que os podem ajudar a conviver com outras pessoas. Desde grupos de exercício físico à universidade sénior, não faltam opções.

A autonomia dos idosos passa por quererem realizar tarefas por eles. A socialização pode ser a motivação perfeita para que isso aconteça.

 

2. Praticar exercício físico

O desporto pode e deve ser praticado toda a vida para facilitar a chegada à terceira idade. Contudo, o processo de envelhecimento não dá para ser travado. Por essa mesma razão o exercício físico na terceira idade deve regulado e aplicado às necessidades de cada idoso. É importante executar, essencialmente, os gestos necessários ao auto-cuidado. As caminhadas também são das melhores opções para manter o corpo activo. Este exercício trata a circulação e mantém os pulmões a funcionar, para além de todo o aparelho muscular.

O exercício físico é das melhores opções para manter a independência e a autonomia dos idosos. Desta maneira continuam a conseguir cumprir com as tarefas diárias sem precisar da ajuda de terceiros.

 

3. Deixar que o idoso faça as suas tarefas

Certas tarefas, como tomar banho, cozinhar ou sair do carro podem tornar-se mais demoradas e até difíceis. Por esta razão, muitos cuidadores têm a necessidade de ajudar em demasia o idoso. É fundamental que esta ajuda seja apenas em questões de segurança, para que a pessoa não deixe de fazer as suas tarefas normais.

É também natural que, depois de algum tempo sem realizar uma dada tarefa, o idoso se mostre receoso de a voltar a fazer. Mostrar e dar-lhe confiança é a melhor forma de as executarem novamente. É também essencial manter uma rotina que os incentive a mexerem-se dentro da própria casa, por exemplo.

 

4. Comer bem e saudável

Uma alimentação saudável é essencial para afastar problemas de saúde, mas é também regular os idosos deixarem de ingerir os nutrientes que necessitam. São vários os factores que permitem que isto aconteça, como uma doença ou até o simples facto de estarem sozinhos e não terem paciência para cozinharem uma refeição completa. Para os ajudar a ter uma alimentação saudável é recomendado fazer um calendário de refeições, por exemplo.

 

5. Exercitar o cérebro

O cérebro é dos órgãos que mais precisa de exercício. Tal como foi dito acima, a solidão pode levar a doenças psicológicas como a depressão e a demência. Mas nem tudo se resolve com socialização, o cérebro precisa de outros estímulos para não perder capacidades. Voltar a estudar pode ser uma boa opção, ingressando numa universidade sénior. No caso do idoso não poder sair de casa, deve incentivar-se à leitura, à escrita e ao cálculo de forma a manter certas funções do cérebro, como a lógica.

É através dos estímulos cerebrais que se consegue a autonomia dos idosos. Desta forma conseguem tomar decisões por eles próprios durante muito mais tempo.

 

6. E por último… considerar o que os idosos querem.

Se o objectivo é dar autonomia aos idosos, então é imperativo que se tenha em conta os desejos deles. Sempre com a segurança do mesmo em mente, deve deixar-se que o idoso tome a sua decisão e funcionar a partir daí. Se o idoso não quiser ir viver para um lar, pode contratar-se alguém que lhes faça visitas ou que lhes leve as refeições, por exemplo.

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