Empresas agrícolas – A nova revolução do sector é digital

Publicado em 2018-05-09

Já se ouviu falar inúmeras vezes da revolução no sector industrial, mas esse não é o único a ser 4.0. O sector e empresas agrícolas estão também a tirar todo o partido da transformação digital.

A tecnologia aliou-se ao sector agrícola para que as empresas produzam mais e melhor.

 

A revolução digital (ou quarta revolução agrícola) pode ser vista por muitos com desconfiança. Por outro lado, esta é também encarada como uma fase importante para se produzir mais e melhor. Foram estas as premissas alvo de debate no “Smart Agrifood Summit – Lisbon” – evento dedicado ao tema que reuniu personalidades de empresas agrícolas. A NAVES foi a impulsionadora do evento que teve lugar na AESE Business School.

O Agribusiness foi, deste modo, o grande tema do evento. Tendo em conta que o conceito “agrotech” já está plantado e a dar frutos em várias cidades europeias – Lisboa, Paris, Berlim e Málaga, faz todo o sentido que se crie uma forte ligação entre os produtores actuais e as start-ups ligadas ao sector.

As empresas agrícolas estão já a tirar o máximo partido da inovação do sector

As empresas agrícolas estão já a tirar o máximo partido da inovação do sector

Empresas agrícolas portuguesas presentes no Smart Agrifood Summit – Lisbon

No evento estiveram presentes empresas agrícolas portuguesas: a Bitcliq, a Sensefinity e a Wisecrop.

A Sensefinity foi a empresa que desenvolveu “uma solução de rastreabilidade baseada na tecnologia IoT (Internet of Things)” tendo como foco principal a “gestão de cadeia de frio de alimentos perecíveis”.

O responsável da empresa, Orlando Remédios, afirmou ao jornal i que “os sectores agrotech e a economia do mar estão a ganhar relevância face à crescente pressão para suportar o aumento da população com uma área arável cada vez mais pequena”. E acrescentou: “as novas tecnologias podem ser a solução para estes problemas”.

Colaborador de um empresa agrícola a obter dados através de um software especializado

A Wisecrop, também presente no Smart Agrifood Summit, foi a empresa que desenvolveu um software para recolher dados acerca do solo e plantas no campo, assim como do clima. A partir destes, os agricultores têm facilidade em tomar decisões acertadas no que é relativo à irrigação, ao controle de pragas, mas também às colheitas e a planos nutricionais.

Em relação à Agricultura 4.0, Tiago Sá, da empresa falada no parágrafo acima, afirma que esta é “uma Revolução Tecnológica que visa ajustar as tecnologias e soluções (…) às dificuldades sentidas pelos agricultores”. Estas dificuldades são consequentes do “crescimento populacional, das restrições alimentares e cuidados de saúde, e as exigências de certificações para os mercados tradicionais”.

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Fundo de investimento Green & Blue Growth para empresas agrícolas

Durante este evento foi levantado o Fundo Green & Blue Growth. Este fundo tem como objectivo o investimento em iniciativas de empresas agrícolas nos seus mais variados sectores – agricultura, agrotech e agro-indústria, mas também para a floresta, recursos naturais e economia do mar.

A Managing Director da NAVES, Rita Sousa, explicou ao jornal i que existem três razões maioritárias para se ter levantado este fundo. São eles:

  • “O forte crescimento dos sectores da agricultura (…) consequência do aumento demográfico e pressão do mesmo na produção”;
  • A “necessidade de tecnologia e inovação tecnológica para otimização da produção e processos industriais destes sectores”;
  • As “iniciativas empresariais de grande qualidade em Portugal e no contexto internacional representado as mesmas uma óptima oportunidade de investimento”.

Planta a crescer dentro de um pote com moedas - fundo de investimento a empresas agrícolas

Rita Sousa acrescentou ainda que o apoio à inovação dentro das empresas agrícolas tem aumentado e melhorado de forma exponencial em Portugal. Os “programas de aceleração com programas verticais” e as “incubadoras especializadas” são alguns exemplos de investimento feito.

A Managing Director acrescentou ainda que esta inovação é “um factor chave para permitir ao sector primário em Portugal e na Europa modernizar-se e tornar-se cada vez mais eficiente, rentável e competitivo face a outros mercados”.

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