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cão a ser examinado no veterinário

Cães e gatos são a companhia de muitas pessoas e hoje em dia são raras as famílias sem amigos de quatro patas. Por muito que os tentem proteger, as doenças são uma realidade e podem ter as mais variadas causas. O melhor tratamento é a prevenção, pelo que o veterinário (e a vacinação) deve ser uma figura presente.

A lista de patologias é imensa, no entanto, existem umas mais comuns que outras. Vejamos agora algumas dessas patologias que a Escola de Veterinária Master D destaca.

 

1. Leishmaniose


Tudo começa com um flebótomo, um “primo” dos mosquitos que vive, essencialmente, em zonas com águas paradas, como lagos ou charcos. É através da picada desse flebótomo que a tão temida leishmaniose é transmitida ao cão. A pele é a primeira a mostrar sintomas, começando pela perda de pelo, descamação e o aparecimento de úlceras. A doença vai evoluindo e o animal pode sofrer de perda de apetite, anemia, hemorragias nasais e alterações nos rins e no fígado.

Esta doença não tem cura e, portanto, o melhor tratamento é a prevenção. A vacinação é importante, assim como o uso de coleiras e pipetas inseticidas. Não se aconselham os passeios em zonas próximas de lagos e charcos ao final da tarde ou de manhã, devido a ser aí que os flebótomos estão mais ativos.

 

2. Diabetes


Tal como nos humanos, a diabetes manifesta-se quando a insulina produzida pelo organismo não é suficiente. Quando o cão tem diabetes começa a apresentar uma aparência desnutrida ao mesmo tempo que parece ter sempre fome e muita sede. Esta doença pode levar o animal a ter vómitos, fraqueza, pode tornar-se obeso e formar cataratas.

A diabetes não tem cura, pelo que a administração de insulina irá fazer parte do dia-a-dia. Para além disso, é também aconselhável exercício físico e uma alimentação adequada.

 

3. Otite


Esta patologia não passa de uma inflamação do conduto auditivo e é até bastante fácil de identificar. O desconforto que a doença provoca é visível: o cão ou o gato começa a coçar muito as orelhas e a abanar a cabeça. Com as dores, o animal pode começar a perder o apetite e a andar com a cabeça inclinada para um dos lados.

A limpeza do ouvido é essencial para prevenir as otites, assim como proteger as orelhas durante e depois do banho com a utilização de tampões e ao enxugá-las bem.



 

4. Displasia da Anca


A displasia da anca é do foro ortopédico. No fundo, é uma má formação no local onde a pata traseira encaixa na cintura pélvica. É costume aparecer nos cães mais novos, de crescimento rápido e de porte grande.

O cão pode sentir dificuldades em caminhar e começar a coxear. O tratamento nos cães mais novos pode incluir a cirurgia para evitar que a situação piore. Nos cães mais velhos, o tratamento tem como base o conforto do animal, como a administração de analgésicos, fisioterapia e a colocação de uma prótese.

Tendo em conta que a displasia é hereditária, os cães que tenham esta má formação não devem ser reproduzidos.

 

5. Tosse do Canil


A tosse do canil é uma doença que se transmite por contacto direto entre cães e dissemina-se em sítios onde estão muito animais juntos, como canis e associações. Esta doença é de foro respiratório e provoca tosse seca e espirros. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para uma pneumonia.

 



 

6. Vírus da Imunodeficiência Felina


Tal como o nome indica, este vírus baixa a imunidade dos gatos, fazendo com que seja fácil que apanhem outras doenças e infeções. Esta patologia é exclusiva dos gatos e é transmitida através do sangue ou saliva – o que acontece normalmente quando existem lutas.

O vírus começa a notar-se através da falta de apetite, febre, diarreia e dificuldades respiratórias. 

O vírus da imunodeficiência não tem cura, mas o gato pode ainda viver uns anos. Para que isso aconteça tem que se proporcionar um ambiente saudável, dar suplementos vitamínicos, ter sempre a vacinação em dia e mantê-lo dentro de casa.

 

7. Coriza


Esta é o tipo de gripe mais comum nos gatos, mas não é por isso que não é perigosa. Caso não seja tratada pode levar à perda de visão e até mesmo à morte. Os principais sintomas são: febre, depressão, falta de apetite, corrimento nasal e nos olhos. 

Esta doença é transmitida por contacto direto.



 

8. Obesidade felina


Tal como nos humanos, a grande maioria dos gatos obesos têm uma vida sedentária e maus hábitos alimentares. Um em cada dez gatos são obesos, e para que isso deixe de acontecer há que não deixar a comida sempre à disposição do animal e incentivá-los a brincar.

A obesidade pode trazer complicações mais sérias como a diabetes, problemas cardíacos e pulmonares e também locomotores.

 

Para quem tem animais é fundamental conhecer as patologias mais comuns para prevenir e manter, o mais saudável possível, o seu animal de estimação.  No entanto, no caso de quem quer ir mais além e fazer do mundo da veterinária a sua profissão,  e trabalhar com animais uma formação adequada é requisito obrigatório. E há várias formações pelas quais pode optar. O Curso de Auxiliar de Veterinária é um dos exemplos.

 

Curso de Auxiliar de Veterinária 


Para além do gosto pelos cuidados animais, um Auxiliar de Veterinária, deverá ter conhecimentos que permitam auxiliar, de forma sustentada, o Médico Veterinário. Assim, neste curso aprenderá a reconhecer as características fundamentais dos animais de companhia, raças, temperamento, necessidades nutricionais, necessidades básicas, quais as técnicas e instrumentos a utilizar para fazer os diagnósticos de patologias e identificar os medicamentos entre muitos outros conhecimentos essenciais. Por outro lado, ficará a dominar as técnicas de atendimento ao cliente, gestão de stocks e manutenção do espaço clínico. Não ter experiência não é impedimento. Com esta formação aprenderá tudo para que, no final do curso, esteja totalmente apto para ser Auxiliar de Veterinária.


Onde trabalhar como Auxiliar de Veterinária 


Com a formação em Auxiliar de Veterinária Master D poderá trabalhar em clínicas veterinárias, hospitais veterinários, associações ligadas à recolha de animais, empresas de pet sitting, hotéis felinos e caninos, lojas de produtos de cuidados animais ou ainda centros de estética para animais de companhia. Este profissional é efetivamente uma peça-chave nestes locais, seja para a realização das tarefas autónomas, tais como o atendimento ao cliente ou manutenção do espaço ou outras tarefas inerentes à função, mas também no apoio prestado ao Médico Veterinário.

 

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Comentários

01 de Agosto de 2020Jesiel Gonçalves Dias
Boa noite....gostaria de saber algumas opiniões,,,,irei dizer o que aconteceu com meu cachorro...
Eu passeava todos os dias com meu cachorro, e um dia , passeando com ele, um cachorro de rua mordeu em sua perna dianteira e meu cachorro mordeu como resposta, não furou ou fez qualquer ferimento visível no meu cachorro, porém, em seu músculo na parte interior da pata dianteira, subiu um caroço, tipo uma bolha, tinha sido aí uma contração muscular, gerando dor....assim verifiquei se tinha furos ou feridas na mesma hora , como não tinha , não me preocupei muito, fiz uma compressa de água quente , remédio para dor e antibiótico,,,passado alguns dias o meu cachorro tinha melhorado, digo o inchaço tinha desaparecido mas a dor não....então levei ele no veterinário, e lá eles fizeram hemograma viram sobre as plaquetas e etc... me disseram que poderia ser doença do carrapato, porém dava ao meu cachorro bravecto, e nem pulga ele tinha....segui as recomendações e meu cachorro não melhorou...voltei no retorno da consulta, disseram para que eu fizesse raio x do tórax e coluna....então fiz ....mesmo assim não acharam o problema....e meu cachorro começou a piorar com os devidos sintomas,,,,

Perda de massa muscular, ( apesar de comer com dificuldade)
Dificuldade ( nos primeiros dias da piora ) de andar de urinar com a pata levantada pois era macho e estava urinando igual fêmea.
Pálpebras inferiores caídos ( olhar de triste, como se fosse morrer)
Queria falar ( latir) mas saia roco e bem fraco..
Até que nos últimos dias, já não conseguia ficar em pé, nem urinar, nem defecar...
Não apresentava nenhuma reação à estímulos verbais.
Até que em meu colo não conseguia mais respirar e morreu...foi muito triste, mais minha maior tristeza é que os veterinários que foram pagos, não conseguiram diagnosticar o problema e talvez assim tentar salvar o meu cachorro de 9 anos ao meu lado...

Quero fazer uma observação,,,a vacina de 2019 eu esqueci de dar, mas era muito bem tratado, era mestiço de bigoou, muito amado, ele era super ativo carinhoso de dentro de casa...
Mas sentimos tristeza que aqui não tenha tecnologia ou ciência avançada nas clínicas veterinárias para em um momento crucial não ter o conhecimento para ajudar...

Se alguma veterinária estiver me ouvindo por favor me ajude a entender o que houve com meu cachorro...

Eles disseram que poderia ser diversas doenças devido talvez do meu cachorro tenha tido contato com o sangue dele através da mordida como resposta....
Sim pode ser, mas como o cachorro da rua ainda está vivo e meu cachorro morreu...não que eu queira que ele morresse...mas como a doença, vírus ou bactéria mata um e não mata o outro....ficou muito difícil eu entender....mas se alguém teve algum caso parecido ou do tipo me ajude por favor ...muito obrigado
Responder
05 de Agosto de 2020Master D - PT

Olá, Jesiel



Lamentamos o sucedido. Este artigo é meramente informativo e não substitui a consulta de um médico veterinário. De qualquer modo, temos todo o gosto em partilhar o seu comentário para que possa ser lido por mais pessoas para que as hipóteses de obter uma possível ajuda na explicação do sucedido aumentem.



Desejamos tudo de bom.



Atenciosamente,



Master D



 



 


Responder
04 de Junho de 2017Ana Maria de Jesus António
Gostava de saber quais os sintomas de uma infecção urinária em gatos, se é perigoso para o animal e qual o seu tratamento. Obrigada
Responder
05 de Junho de 2017masterd
Olá Ana Maria,

Os sintomas da infecção urinária nos gatos são semelhantes aos dos humanos. O gato pode ter ardor e comichão e ainda ter sangue na urina. Enquanto donos, só notamos o sangue e o facto de se inibirem de urinar devido às dores.

Quanto ao tratamento, pode depender de caso para caso. Se desconfia que o seu gato esteja com uma infecção urinária deverá levá-lo ao veterinário para ter o tratamento adequado. Relembro que alguns medicamentos (como o paracetamol) são altamente tóxicos nos gatos, pelo que não devem ser administrados.

Esperamos ter respondido à sua questão
Master.D
Responder

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