DIY – Quais as vantagens e cuidados do “faça você mesmo”?

Publicado em 2020-04-22

 

Curso Decoraçao Master DO que é o DIY?

 

Paulo Melo, e-Tutor do Curso de Decoração de Interiores da Master D , explica tudo acerca deste conceito desconhecido por muitos mas que tem várias vantagens práticas e até ambientais.

Este é um conceito que cada vez mais lemos e ouvimos, mas na prática o que é que significa? É, no fundo, um estrangeirismo que simboliza algo que foi criado por nós, sem recurso à contratação de um técnico qualificado para o realizar. Do It Yourself, em bom português, é o que denominamos de “faça você mesmo” ou “ponha as mãos na massa”.

Mas como é que este conceito surgiu? Tal como muitos conceitos associados à criatividade, este surgiu ligado a uma necessidade. Estávamos na década de 20, nos Estados Unidos da América, onde se vivia uma época de grande prosperidade, consequência do pós Primeira Grande Guerra, que promoveu um boom no imobiliário e uma necessidade de manutenção e recuperação das habitações, resolvendo um problema.

Contudo, este conceito foi verdadeiramente valorizado após o crash da bolsa de Nova Iorque, com uma crise generalizada instalada. A necessidade anteriormente referida da renovação das habitações e como resposta a poucos recursos financeiros, tornou-se num habito, o “faça você mesmo”. Foi-se mantendo ao longo dos anos, associado primeiro aos ideais anticapitalistas e anticonsumistas, depois ligado ao movimento Punk e atualmente muito integrado nos princípios da sustentabilidade.

 DIY - Decoraçao Master D

Quais são as verdadeiras vantagens do DIY?

Existem várias vantagens, desde as quais aquelas a que lhe deu origem. No entanto, nos dias de hoje, estamos a falar sobretudo em sustentabilidade:

  • A reutilização de materiais e objetos de mobiliário, prolongando ao máximo o seu ciclo de vida, evitando desperdício e potenciando recursos;
  • Redução de custos, aproveitando algo que já possuíamos, evitando assim investimentos desnecessários;
  • Gestão temporal, só dependemos da nossa disponibilidade e não dependemos de terceiros;
  • Forma de canalizar e estimular a nossa criatividade;
  • E por último o facto mais importante, a PERSONALIZAÇÃO.

Este, na minha opinião, é o fator mais determinante para que este conceito esteja cada vez mais na moda. A possibilidade de personalização é cada vez mais procurada em várias áreas. Cada vez mais é valorizado o ter algo único, que possivelmente não irá ser encontrado num espaço comercial, produzido de modo industrial.

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Que cuidados e precauções devemos ter?

Para executar as nossas ideias é sempre fundamental que exista um plano daquilo que necessitamos e como vamos fazer. É claro que o mesmo, durante a execução, pode e deve ser adaptado consoante as necessidades.

  • Devemos sempre utilizar os equipamentos mais adequados possível, vai-nos facilitar o trabalho e será notado no produto final.
  • Segurança de que somos capazes de executar as nossas ideias, não devemos arriscar em fazer algo que não nos sentimos minimamente confiantes, intervir em elementos elétricos, por exemplo.
  • Proteção na utilização de todos os equipamentos e materiais é fundamental. Não facilite.
  • Recurso a apoio de profissionais, para corte de madeiras por exemplo para a existência de um maior rigor, na utilização de equipamentos que usualmente não dispomos, não se perde com isso o sentido do “faça você mesmo”, continuamos a ser nos a executar a nossa ideia, simplesmente é apenas um passo para a realização do nosso projecto com sucesso.

 

Elementos decorativos para tornar uma festa ou um evento único e personalizado, é uma das opções. Mas este conceito não se aplica somente a aspetos decorativos para nossa casa, pode ser utilizado em várias vertentes e até em várias áreas. Não tem igualmente que estar sempre direcionado a algo que já tenhamos em nossa posse sem utilidade, podemos igualmente adquirir algo que sirva de base e que irá ser transformado por nós.

Aplique toda a sua criatividade na criação de algo único, que lhe irá também atribuir um valor muito grande, pelo facto de ter participado ativamente na sua criação.

Ser Decorador de Interiores

Se gosta da área da decoração e acha que o “faça você mesmo” é mais do que um hobbie para si, faça uma formação e seja Decorador de Interiores. Na Master D encontra um curso que o vai permitir trabalhar numa profissão que privilegia a criatividade e o sentido estético.

Decorador de interiores, consultor em decoração de interiores, assessor de espaços comerciais e de hotelaria/restauração ou vitrinista são algumas das saídas profissionais e poderá criar até o  seu negócio próprio. Se preferir, poderá ser Decorador de Interiores em ateliers de arquitetura , engenharia ou design ou superfícies comerciais na área da decoração e imobiliário ou ainda em empresas de construção civil.

Se projetar espaços, conhecer os vários materiais disponíveis no mercado e respetiva aplicação e dar nova vida a divisões e locais é algo que o faz feliz, porque não investir em formação? A formação é fundamental, não só para aumentar as hipóteses de empregabilidade, como também para aprender com quem mais sabe para depois ser você a colocar em prática.

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Artigo escrito em parceria com Paulo Melo – Arquiteto e e-Tutor da formação de Decoração de Interiores da Master D

2 comentários a “DIY – Quais as vantagens e cuidados do “faça você mesmo”?

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